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Projeto Viver chama atenção para o tráfico humano

            A culminância dos projetos e atividades desenvolvidos em sala de aula mostrou que os alunos estão conscientes sobre os problemas causados pelo tráfico humano. Com o Projeto Viver, realizado em 26 de abril, essa mensagem foi compartilhada com as famílias e a comunidade.

 

            Objetos, imagens, desenhos, esquetes teatrais e outros tipos de apresentação retrataram o que cada turma discutiu e aprendeu com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano,“Fraternidade e o Tráfico Humano”.

 

            Desde que a campanha foi lançada oficialmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 5 de março, o tema tem sido discutido com os estudantes e colaboradores. Isso é feito sob à luz do Evangelho, refletindo o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, em referência ao livro dos Gálatas, descrito na Bíblia.

 

A CNBB revela que a maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.

 

Consciência desde pequeno

            Com as turmas da Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental I, o Projeto Viver motivou os alunos a refletir sobre os diretos e deveres de “ser criança”, como ter direito a brincar, ao lazer, descansar e a estudar, o que estimula o desenvolvimento intelectual e social.

 

            Alunos do 2º ano criaram um livro de pano, com figuras e mensagens coladas, discutindo as diversas formas de tráfico humano. Gestos concretos para evitar o tráfico humano, dispostos em árvores de papel, foram propostos pelo 3º ano e explicados para aqueles que visitaram o espaço das turmas.

 

            As turmas de 4º ano aprenderam mais com a história do “Pinóquio”, do amor do seu criador para com ele e como superar as dificuldades, sempre pensando na fraternidade e no bem do próximo.

 

            “Retratos do Tráfico” foi o tema apresentado pelo 5º ano, revelando que eles conseguem reconhecer quais situações violam a dignidade humana e devem ser combatidas.

 

            Ricardo Alves Andrade, pai do Luiz Ricardo, do 2º ano EF, se mostrou impressionado com a maturidade com que os alunos conseguiram apresentar o tema tráfico humano.

 

“Mesmo os menores, conseguiram dizer, do seu jeito, o que é certo e errado. Isso é importante na formação de caráter das crianças. Estou encantado com a estrutura e com as apresentações variadas sobre o tema”, destacou.

 

Respeito entre as religiões

            Em ano de Copa do Mundo, os alunos do 6º ao 9º anos trouxeram a diversidade religiosa dos países do mundial e defenderam o respeito entre as religiões e a liberdade de expressão de cada pessoa. Alguns estudantes se caracterizaram como líderes religiosos e chamaram a atenção ao circularem pelo Colégio.

 

            As turmas do Ensino Médio escolheram esquetes teatrais para representar como algumas situações de tráfico humano acontecem no dia a dia. Formas de aliciamento, prisão, violência e exploração foram abordadas.

 

            “Os trabalhos mostraram como é importante entendermos mais do assunto e nos conscientizarmos. O Projeto Viver é excelente”, elogiou a mãe dos alunos Rayanne, 1º ano EM, e Caio, 2º ano EF, Rosiane Florência.

 

Palestra

            No teatro do Colégio São Paulo da Cruz famílias e alunos aprofundaram mais sobre o tema com a palestra “A vulnerabilidade dos adolescentes e jovens diante do tráfico humano”, ministrada pelo diretor acadêmico da PUC Minas / Unidade Barreiro e mestre em Ciências da Religião, professor Paulo Agostinho Nogueira Baptista.

 

            Com ilustrações, vídeo e discurso esclarecedor, o professor apresentou exemplos de estruturas e situações causadoras de tráfico humano, maneiras de reivindicar políticas públicas, reinserção das vítimas, além de ações para a prevenção do problema.

            Terezinha Souza, tia da Júlia do 6º ano EF, disse que saiu do teatro mais consciente. “A palestra foi excelente e, muito importante, ao mostrar claramente os diretos que devem ser respeitados e defendidos por nós e nossos filhos”, finalizou.

 


 

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