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Formatura da primeira turma da EJA foi realização de um sonho

           A solenidade de formatura da 1ª turma do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) foi marcada pela alegria e a emoção. Pessoas que, por diversos motivos, não conseguiram concluir o Ensino Médio no tempo regular, agora receberam seu diploma. O auditório do Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), no bairro Coração Eucarístico, foi ocupado na noite da última sexta-feira, dia 6, por formandos, seus familiares, diretor, coordenadora e professores da EJA do Colégio São Paulo da Cruz.

            Segundo o diretor do Colégio São Paulo da Cruz, Carlos Cotta, a formatura dessa primeira turma da EJA foi muito mais do que uma solenidade, mas a realização de um sonho da instituição e de muitas pessoas. Ele comentou que a coordenadora da EJA, Romilda Nascimento e a secretária do Colégio, Simone Aparecida Oliveira, se empenharam muito para a criação do programa no Colégio. Os professores que abraçaram essa causa também foram lembrados com gratidão pelo diretor. “Estamos muito felizes por termos conseguido realizar este sonho”, salientou.

            Cotta parabenizou os formandos e disse que todos são vitoriosos por terem conseguido estudar e ao mesmo tempo trabalhar, cuidar de casa e dos filhos. O diretor fez uma metáfora com o futebol, salientando que aquelas pessoas faziam parte de um time que poderia achar que o jogo para elas estava perdido. “Vocês, porém, deram a volta por cima, viraram o jogo e podem seguir em frente para outras conquistas, como a universidade”, assinalou.

 

Exemplo de superação

            Paraninfa da turma, a professora Jane Alves da Silva, comentou que o termo “paraninfo” significa padrinho em grego. Para ela, a principal palavra para definir aquela turma é superação, pois eles conseguiram vencer todas as barreiras para poderem estudar. Jane explicou que a capacidade de superação faz com que essas pessoas seguissem em frente, enquanto outras pararam. “Aprendi muito com cada um vocês”, ressaltou a professora Dirlene de Fátima Rodrigues Gibran, que foi homenageada pela turma.

            A coordenadora Romilda fez questão de abraçar cada um dos formandos e parabenizá-los pela formatura. Ela também agradeceu aos professores pela dedicação e a todos do Colégio São Paulo da Cruz por terem apostado no projeto da EJA. A aluna Maria Marli França Ribeiro agradeceu ao diretor Carlos Cotta, à Romilda e a cada um dos professores por terem implantado o programa e permitido que o sonho dos alunos e de seus familiares se tornasse realidade.

            Orador da turma e aluno mais velho da turma, Orlando Alexandrino dos Santos disse que foram os dois anos mais felizes da sua vida. Ele lamentou que eles estão se separando, mas espera que se encontrem na universidade. Aliás, há alguns alunos da EJA que já passaram no vestibular. É o caso de Kamila Rúbia, aprovada em 9º lugar no curso de Engenharia de Produção, da Faculdade Pitágoras. “Fiquei cinco anos sem estudar e a ótima qualidade do ensino oferecida pela EJA permitiu que eu fosse aprovada”, agradeceu.

            Aos 50 anos de idade, Aires Richardson da Silva também não escondia sua emoção durante a formatura. Durante a semana, ele fez questão de procurar a direção para poder agradecer pela oferta do programa. Aires parou de estudar, em 1979, para poder trabalhar. Depois se casou, teve filho, mas sempre conservou o desejo de voltar à escola. “Agora não vou parar mais e pretendo fazer vestibular para Engenharia de Produção”, confidenciou, com brilho nos olhos.

            O esforço do aluno Nilton Alves dos Reis foi lembrado pelo professor de Física, Sebastião Daniel Nunes, que foi o apresentador da solenidade. Como trabalha por turno, no período da noite, Nilton não podia ir à aula todos os dias. Porém, sempre recorria aos colegas para recuperar a matéria perdida e nunca deixava de entregar os trabalhos dentro do prazo. Chamado para entregar uma lembrança dos alunos para a paraninfa, Nilton disse que estava difícil acreditar que estava ali de beca, para pegar seu diploma. “Estou me sentindo o super-homem”, brincou.

            No encerramento, o diretor Carlos Cotta convidou a todos para rezar o “Pai Nosso”. Depois todos jogaram as becas para o alto e comemoraram a formatura.

 


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